30.4.03

tô trancando a casa.

o chamberlain aí foi a nossa despedida.
agora moramos em www.trashcangirls.blogger.com.br.

29.4.03

I'm running out, like quiet from sunrise. I'm running out, sweet sounds keep on. Fate and tragedy, I'm calling you selfish begging men, sweet sounds don't leave. Because there's a world I've got to see and it silently waits for me, sweet sounds don't leave. Chance is in her glass house I know, and I know I'm throwing stones but it's not enough to break love's law. Now hold your breath and hold your heart, a boy like you should know this part, (and what sweet sounds bring) you've played it. Boy, you gave me life, but I'll have my time. (when trumpets sing for me) Boy, you gave me life, but it wasn't mine. I'm running out, like quiet from sunrise. I'm running out, sweet sounds keep on. Trading the highest love for a case of lockjaw, five years gone but not for good, please believe. I guess we've both held our breath so long we've forgotten how to dream. We both knew this world would drop if we but breathed. Boy, you gave me life, but I'll have my time (when trumpets sing for me) Boy, you gave me life, but it wasn't mine.

25.4.03

cá, seu nome como artista pornô seria: Tracy Tounge segundo esse site.

não vejo a hora de voltar a usar meus óculos favoritos:

23.4.03

merde, sis... tô broken hearted twice.
dani sumido e príncipe do metal triste pela ex-garota dele. acho que o mundo esqueceu que todo pé cansado tem um chinelo velho esperando... haha
rindo de desgosto
[da vida ou da piada sem graça?]
hmpf!

21.4.03

...ele disse que "não era uma crise". retruquei um "talvez não, para você". ele disse também que eu não devia me preocupar, mas eu me preocupo porque gosto dele e porque me afeta diretamente: ser mal tratada, ignorada a maior parte do tempo, é bem ruim na minha opinião. ele disse também "está passando friends. vai lá ver" e foi o pior "cala a boca" que eu ouvi nos últimos tempos porque não foi rude, mas grosseiro ao extremo. prefiro sinceridade na lata a tapinhas nas costas com sorriso irônico nos lábios ("irony is the refuge of the educated"). prefiro um "vai-te à merda!" a um "vai ver friends". isso não é tão difícil de imaginar... franqueza pode doer, mas é um jogo limpo.

o dani está muito, muito estranho comigo e, pelo que a dedé perguntou, também devia estar com ela. "aconteceu alguma coisa com o dani?" não sei, não faço idéia. apesar de ele dizer que só tá desanimado, eu - na minha paranóia e baixíssima auto-estima - acho que tem algo acontecendo e que deve ser 'culpa' minha. que não me venha com histórias de que é porque eu dou atenção demais ao pierre, porque além de não fazer sentido, soaria muito injusto e patético. mas eu cansei, sabe? às vezes eu também me canso. e sou chorona, sim, nunca escondi. as coisas sempre me atingiram de uma maneira ímpar e eu sempre fui muito fácil pro fundo do buraco. por que seria diferente agora? o que me dói brutalmente é ter previsto esse tipo de coisa: a distância, o descaso. eu previ, falei e ainda ouvi que era bobeira e que eu estava me armando contra coisas que nunca existiriam. esse é um daqueles momentos em que um "eu te disse?" caberia perfeitamente, mas não vale dizer porque o soco vem direto no meu olho.

15.4.03

*TABACARIA *

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928
(Fernando Pessoa)

14.4.03

ah, eu vi o tagori, comi falafel (mas nem foi com ele... deixa!), mas não fui no cinema. quero ver chicago, preciso preparar um número de dança desse filme e nem sei em que eu fui me meter! hehehe

cá, alisei o cabelo, ajeitei uma franjinha mocoronga, vesti a saia de zebrinha, meu coturninho, enchi minha cara de maquiagem e fui à festa. interessante foi que algumas pessoas (que me conhecem há anos) não me reconheceram! ahaha... inclusive a dedé, MINHA PRIMA! awrái... eu nem estava tão diferente, exceto pelo cabelo E a maquiagem. eu nunca faço essas coisas ao mesmo tempo, hahaha... a festa em si foi divertidinha, mas só tinha garotos muito mais novos que eu, que mal tinham vivido uma infância anos 80. assim, muitos pontos foram perdidos. o melhor de tudo foi ser elogiada pelo meu príncipe chuchu no domingo, pelos cabelos soltos que ele só tinha visto em uma situação bem diferente, totalmente desgrenhados. você entende. eu tirei uma foto antes de sair de casa, se sair, escaneio e te mando! beijooooooos...

11.4.03

ai, cá. definitivamente, você não presta e acho que é isso que eu mais gosto em você!
eu, aqui, me culpando pela papa-anjice de estar com um rapaz de 19 e você, aí, aliás nem aí pra essas papagaiadas!
essa semana tá um sufoco com as coisas da facu. muitos trabalhos pra pouco tempo... que saco! hoje quero ver se arranjo uns minutinhos pra achar um brechó e montar meu modelito 80's. se eu conseguir algo legal prometo fotos!
=*
ah, vou lá olhar o blog da manuca pra ver se já foi decidido que nós ganhamos a promoção neurinha!

10.4.03

Dei um selinho num recém completado 17 anos, lindão ele, tem um irmão gêmeo, até agora não sei se beijei o Lucas ou o Guilherme! auhauahuahauhauha
Duas noites seguidas ganhando chaveco do mesmo garoto e eu nem pra me certificar do nome! Na boa, este eu cato tranquilamente, tá cada vez mais lindo e gostoso... mas como agora sou uma menina comportada e não quero complicar as coisas com meu ciumentinho melhor deixar este pra uma crise qualquer de relacionamento!
uahauahauhauhaahuah
*EU NÃO PRESTO*
>>>>>mas você já sabe disto!

Depois de ouvir umas 46353 vezes a Janis Joplin cantando Leaving on a JetPlane e lembrar dos meninos do Me Second And The Jimmi Jones cantando esta música no sábado enquanto eu saltitava nas pistas de dança acho melhor eu me retirar mesmo e parar de fazer posts bobos!

Ainda vou fazer uma bolsa mais linda que esta pra você garotinha!
Me aguarde, ou aguarde eu ter grana e tempo e criatividade.... será que consigo tudi isso junto?!?!!?

Eu ia postar alguma coisa aqui, juro, aqui e nos outros blogs, mas não teve como, fiquei entretida conversando com o raparigo, respondendo e-mails de fãs e lendo o blog da Manu, assim não dá né Néssi!!!
Mas prometo que post da próxima vez algo bonitinho!
*Uma meu menino vem pra cá e eu to peluda.... ele que espere eu completa pro final de semana!*
uahuahauhauhauahuahauhauha

7.4.03

cá, olha que bolsa mais linda eu achei pra vender:

ai, o dani tá brigando comigo. isso com crise de chororô nem é legal.

6.4.03

camila-mila-cá,
hoje tive uma noite surpreendente de doida e quero te contar, mas não pelos blogs da vida... hehehe... sua sista é louca e tem muitos parafusos a menos. inclusive sai pra tomar café numa crise de gastrite. além de tudo, então, é burrinha.

5.4.03

4.4.03

e como em aula eu não faço porra nenhuma mesmo, liguei o icq. adivinha quem tava lá? camilão!

camilafa: ahhhhhhh quer ver um blog legal?
cookie heart: quero, manda o link! manda!!
camilafa: http://gingerblog.blogger.com.br/
cookie heart: de quem é o bloguito?
camilafa: sei lá, da ginger
camilafa: ela me achou no blogger faz um tempão, e eu pago um pau pro blog dela, como ela me deixou uma mensagem no camilaum lembrei dela agora...
cookie heart: que legal! é bonito pacas!!!
+)
cookie heart: =)
camilafa: Divirta-se com a menina Ginger (menina nada, descobri que ela tem 29 anos)
camilafa: é sim
cookie heart: opa, menina sim!!! 20 e poucos eé meninice, sim!
camilafa: beijocas meu amore, sei que adora beijos então mando mais uns!
:*********************
camilafa: vinte e muitos já é quase gente grande
cookie heart: QUAAAASE!
hehehe
beijocas e beijocas procê tumem!!!
camilafa: Cole esta conversa no ladys já que tá desocupada aí
camilafa: a da idade
camilafa: assim a gente não fica muda pro lá
camilafa: :***********
cookie heart: awrái! pode ser... see ntrar o blogspot nesse cocô de computador!
camilafa: vai entar, quer que eu faça um linke aqui pra vc entrar nele?
camilafa: www.blogger.com
camilafa: :*************
cookie heart: não! é que dá pau direto aqui!!!
cookie heart: vai, vai, e se cuida!
=******

3.4.03

meu link favorito da semana

2.4.03

tá namorandô! tá namorandô!
...
que inveja!
hahaha

1.4.03

merde, merde, merde. saudade de você!
acho que deveríamos trazer curitiba pra mais perto de nós! todo mundo gosta de ir pra lá! eu mesma morro por aquela cidade!